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As posições sexuais do momento

Por Rhayssa Nascimento

A normalidade como o corpo da mulher é tratado como objeto sexual na sociedade brasileira, seja em festas ou meios de comunicações, não se alinha quando o assunto é a sexualidade feminina. A maneira de entender e praticar o sexo recebe grandes influências culturais, religiosas e morais, tornando o desejo feminino um tabu.

O tão procurado orgasmo é algo ainda raro entre as mulheres, uma pesquisa feita com 8 mil mulheres no país pelo Projeto Sexualidade (ProSex) demonstra essa baixa porcentagem. Apenas 30% das mulheres brasileiras vivem esta situação.

A terapeuta sexual Aparecida Favoreto explica que é mais difícil chegar ao orgasmo com a penetração, e, portanto, o sexo oral e as próprias mãos auxiliam na chegada do estímulo máximo do prazer. A maior facilidade deve-se ao fator do estímulo contínuo do clitóris, definido pela terapeuta como o deflagrador do orgasmo. Apesar da vagina também possuir terminações nervosas, nada comparadas a ele.

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Mas algumas posições na hora do sexo também conseguem esse estímulo, como a ‘cavaleira’ e ‘papai e mamãe’ como citadas pela Aparecida. Ela explica que a posição ‘a cavaleira’, quando a mulher fica sobre o homem, permite uma penetração profunda, friccionando o clitóris no próprio púbis do homem. Nesta, a mulher consegue manter o controle do movimento e da pressão. Já a ‘papai e mamãe’, a terapeuta diz que a mulher pode colocar um travesseiro ou uma almofada no bumbum elevando a pélvis, assim o clitóris também será estimulado.

A descoberta das posições não possuem regras, devem ser baseadas na comunicação entre o casal e no experimento de diversas opções. Porém, a mulher necessita de outros estímulos, o corpo todo deve ser explorado antes da penetração. As preliminares, os beijos e os abraços promovem uma erotização no corpo, e assim transformando o organismo. Aparecida comenta que “o corpo da mulher se prepara por dentro, a vagina se alonga, ganha lubrificação e a vulva fica mais cheia de sangue”. Caso não ocorra esse processo, o toque pode não ser agradável.

– Desejo reprimido: O desejo sexual da mulher por séculos foi reprimido e intitulado como errado. As consequências e interferências dessa cultura persistem. Mas a terapeuta sexual, Aparecida Favoreto comenta que para as mulheres se despirem desses preconceitos é preciso que o assunto seja debatido em diferentes âmbitos, como na educação e meios de comunicação.

Entre os assuntos está a masturbação feminina. O autoconhecimento auxilia na vida sexual. É neste momento em que a mulher pode conhecer os pontos mais eróticos, a forma mais fácil de conseguir o prazer e assim, no momento do sexo com outra pessoa conseguirá conduzir da forma que mais gosta.

A prática é algo natural e ainda proporciona alguns benefícios à saúde, como o alívio do estresse, evita o surgimento de infecções, pois auxilia no alongamento dos músculos do colo do útero, liberando e eliminando o muco com as bactérias e a melhora na autoestima, promovendo um conforto com o próprio corpo.

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