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Day Mesquita fala sobre estreia no cinema e relação com a fé

Day Mesquita interpreta Ester Bezerra, esposa de Edir Macedo no filme “Nada a Perder – Contra Tudo, Por Todos”, que conta a história do fundador e líder espiritual da Igreja Universal do Reino de Deus. O filme, lançado no fim de março, marca a estreia da atriz nos cinemas. Em entrevista exclusiva para o portal Mais Influente Mulher, ela falou sobre expectativa vivida para a estreia e gravações, que incluíram viagens internacionais. Confira:

O que te incentivou a entrar na área de atuação?
Eu fazia aulas de ballet desde os 7 anos de idade, o que de certa forma, me apresentou às artes e me levou as aos palcos desde criança. Mas as artes cênicas, a vontade de fazer teatro, televisão, cinema, surgiu sem nenhum motivo especifico. Era algo que eu falava para meus pais desde nova, mas eles achavam que poderia ser um sonho de criança. Depois que decidi me profissionalizar como atriz, não tive muito incentivo da parte deles no início, porque eles sabiam que não era uma profissão fácil. Aos poucos eles foram entendendo que era o que eu realmente queria e não iria desistir disso. Depois que os trabalhos começaram a surgir eles foram acreditando comigo e me apoiando cada vez mais.

Sobre o “Nada a Perder – Contra Tudo, Por Todos”, como foi a preparação para o papel?
Nós fizemos um mergulho nessa história e nesses personagens desde as primeiras semanas de preparação. Eu e Petrônio ficamos um pouco mais de 2 meses na preparação de elenco com o preparador Luiz Mario Vicente, orientados pelo Avancini.

Foi um processo de laboratório, pesquisa, entendimento da personagem, ensaios… Mas a parte de criação e descoberta mesmo foi no dia a dia criando a relação e verdade entre os personagens.

E como viveu a expectativa para a sua estreia nas telonas?
Eu ainda não tinha assistido o filme, vi na pré estreia junto com todos os convidados. Estava ansiosa porque não tinha muita ideia de como ficaria o resultado final.
Mas gostei do que vi. Sou muito crítica comigo mesma e várias coisas sei que poderiam ter saído melhor, ou poderia ter feito diferente, mas estou feliz com o retorno que estou tendo das pessoas que assistiram, porque de uma forma geral tem sido bem positivo.

Além do filme, você tem participação em novelas bíblicas. Qual é a sua relação com a fé?
Vivi personagens de muita fé nas novelas bíblicas e no filme, e independente do que eu acredito, no momento em que estou mergulhada em um processo de trabalho, preciso acreditar no que o personagem acredita, sem julgamentos, sem críticas, para conseguir me aproximar dele, esse é o meu ofício.

Todos os personagens que fiz deixam algo em mim, acredito que atuar é uma troca, dou tanto de mim quanto ganho dos personagens. Esses personagens que tinham uma ligação grande com a fé, de certa forma alimentaram mais a fé que eu tinha dentro de mim. Não em alguma religião, mas no que eu acredito, que é no amor, nas pessoas, na verdade, na minha intuição. Me identifico muito com a filosofia do budismo e do espiritismo, mas não sou budista e nem espírita, não gosto de me definir em nenhuma religião.

Acho que o amor a si mesmo e ao próximo é a primeira coisa que temos que saber e aprender. O amor é (ou pelo menos deveria ser) a base de todas as religiões, então é nisso que acredito.

Você viajou para outros países durante as gravações. Passou por algum perrengue?
Nós já sabíamos mais ou menos como seriam as diárias no deserto em Eilat, Israel, eram diárias bem complicadas. Nosso processo de caracterização (por conta do envelhecimento dos personagens) começava em torno de 1:30, 2 horas da manhã. Chegávamos no set por volta das 6, com o dia nascendo e ainda frio. Filmávamos no deserto a 45 graus o dia inteiro, até 5 da tarde e mais o tempo de deslocamento entre deserto e hotel. Acho que foi um perrengue sim… Mas sobrevivemos, rs.

Fale um pouco sobre as experiências dessas viagens.
Eu amo viajar, conhecer culturas diferentes, e quando consigo fazer isso a trabalho é incrível.
Israel foi um lugar que nunca havia pensado em conhecer, e me surpreendi, Tel aviv é uma cidade linda, apaixonante. Jerusalém foi uma experiência única, passar pelos locais das histórias que você escuta desde criança, é mágico.

Na África do Sul, no Soweto em Joanesburgo, tivemos um dia de filmagem com 30.000 figurantes de lá. Sentir a energia de todas essas pessoas foi uma sensação indescritível. Ver a alegria e amor deles ali foi emocionante, revigorante.

A cada trabalho eu sinto que me transformo um pouquinho profissionalmente e pessoalmente. E esse trabalho, finalizado com essa viagem, com certeza foi transformador para mim.

Depois de enfrentar o desafio de fazer cinema, possui algum outro trabalho dos sonhos?
Fazer mais cinema! Rs. Foi minha primeira experiência e quero fazer muito mais. Meu sonho é poder continuar vivendo do meu trabalho, seja no teatro, TV ou cinema. Ser artista não é uma profissão fácil, então se eu puder me realizar vivendo de arte, estarei muito feliz.

Fotos: Jeff Porto
Styling: Gabriel Fernandes
Beleza: André Florindo

 

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