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Médico dá dicas de como evitar o sedentarismo

Conhecido como a doença do século, o sedentarismo, caracterizado pela ausência de atividades físicas, pode trazer diversos problemas de saúde. Embora hoje em dia as pessoas tenham adquirido maior consciência a respeito desse tema, boa parte ainda não tem hábitos que auxiliem no processo para a mudança. O cardiologista Augusto Scalabrini, professor da USP atuante também no hospital Sírio Libanês, explica que atualmente este não é somente um distúrbio de quem não pratica exercícios, mas sim da falta de qualquer atividade física.

Uma pesquisa realizada pelo Pnad em 2017, aponta que cerca de 40% dos brasileiros já são sedentários desde a adolescência, e os números também apresentam crescimento com o avanço da idade.

O grande problema é que poucas pessoas têm consciência de que o sedentarismo está ligado a uma série de doenças, como diabetes, obesidade, hipertensão arterial, problemas nas articulações, entre outros.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que as pessoas pratiquem ao menos 150 minutos de atividades físicas semanais, mas essas atividades não precisam ser um tormento. Dr. Scalabrini ressalta que qualquer exercício é sempre bem vindo. “Caminhar, por exemplo, é uma atividade de baixo impacto que promove um condicionamento cardiovascular muito benéfico”, o médico destaca. Além dos esportes tradicionais, também há opções alternativas, como lutas e esportes radicais. É importante lembrar que médicos e educadores físicos podem auxiliar cada pessoa de acordo com suas necessidades, sendo importantíssimo uma combinação de exercícios adequada.

O cardiologista também coloca em questão o fato de que as atividades podem colaborar em outros setores da vida: por liberar endorfina no corpo, os exercícios proporcionam uma sensação de bem estar, sendo extremamente benéficos. “As pessoas que fazem atividade física são mais alegres, mais bem humoradas, têm menor incidência de depressão e são muito mais sociáveis, o que é um fator muito importante quando se vive em comunidade”, aponta.

Foto: Pixabay

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