3.4 // SAÚDE 

Atingi minha meta de perder peso. E agora?

Por Isabel Franson

“Não pode parar”, diz Leme

Para quem segue uma vida de fast food e sedentarismo e, em certo momento, decide mudar os hábitos, nem tudo é fácil.

“É necessário fazer escolhas. No começo, pode abrir mão de um copo de refrigerante, um sanduíche… E, claro, sempre acompanhado de um esporte”, explica a educadora física Amanda Leme.

Agora, se você já entrou no ritmo da balança há algum tempo, nada melhor do que a satisfação de chegar ao tão sonhado peso ideal. Não é? Mas… e depois? O que fazer?

Engana-se quem pensa que a “meta”, no processo de emagrecimento saudável, é uma só. Os profissionais reiteram: o trabalho todo é feito sempre atualizando os desafios. “Quando você atinge o primeiro propósito, ajustam-se os objetivos e o treino continua. Normalmente, o pessoal entra no ritmo e não consegue mais parar”, reforça Leme.

“Controle os impulsos”, ensina Costa

Já a nutricionista Flávia Costa, preza pelo equilíbrio e bom senso. “Acho que é possível desacelerar. Se a pessoa começa a reeducação de forma muito intensa, não consegue ficar muito nesse ritmo: treinando duas horas por dia com cardápio restrito. Eu acredito na mudança de hábito. A partir do momento em que ela sabe como o corpo dela funciona, em que aprendeu a controlar os impulsos e comer somente uma fatia do bolo, ao invés do bolo inteiro, é possível desacelerar. No caso dos meus pacientes, quando dou alta, a maioria deles consegue seguir sozinhos com qualidade de vida, sem serem tão restritos”.

Como outros desafios na vida, perder peso exige dedicação e disciplina. No caso da estudante Beatriz Moura, 21 anos, os resultados já estão aparecendo. “Me acostumei a comer saudável e treinar corretamente. Hoje em dia, se acontece alguma coisa e não consigo treinar, sinto que meu dia foi incompleto”.

“Quando pega gosto, fica natural”, assegura Penatti

Para Mariana Penatti, especialista em Bases Metabólicas e Fisiológicas na Atividade Física e Nutrição pela USP, atingir a meta significa ver resultados concretos e, mais importante, conseguir manter. “Quando a pessoa pega gosto pelo treinamento e alimentação equilibrada, tenho certeza que já começa a fazer isso de forma natural, sem perceber. E manterá um bom ritmo”.

Dicas das especialistas:

Mariana Penatti explica que não há como indicar uma dieta perfeita, portanto é fundamental a consulta com um profissional. “Inúmeras variáveis são consideradas: horário do treino, tipo de exercício, adaptações fisiológicas, frequência, duração e todo o restante da alimentação ao longo do dia. Por isso o trabalho de um nutricionista é desenhar sua rotina toda. O plano alimentar diário deve conter o equilíbrio entre todos os nutrientes: carboidratos, proteínas e lipídios”

Amanda Leme reforça que, seja qual for a opção, as refeições pré-treino tem de ser leves e energéticas. Já as posteriores, devem conter bastante proteína. “O mapeamento dos ingredientes só pode ser recomendado por especialistas. Mas proteína é sempre interessante, para garantir a manutenção dos músculos. Também não adianta treinar duro e não ver resultados porque a alimentação está desregulada”.

Flávia Costa sugere uma boa alimentação, independente do vínculo com atividades físicas. “O correto seria todo mundo ter um bom prato. Que a base seja sempre de verduras e legumes… Um pratão de salada bem colorido, acompanhado de duas a três porcões de frutas por dia. Também é recomendado optar por tubérculos mais levinhos, como batata doce, mandioca, mandioquinha… E aumentar o consumo de proteínas, encontradas em frango, carne, leite, ovos e derivados. Mas para quem, ainda assim, vai consumir carboidratos a partir de arroz, macarrão e pão, o melhor é substituir os brancos pelos integrais”.

 

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