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Muita exposição? Psicóloga analisa prós e contras das redes sociais

Por Isabel Franson
O Twitter, criado em 2006, completou 13 anos esta semana e nos fez refletir sobre a mudança provocada no comportamento das pessoas com a disseminação das redes sociais.
Desde então, famosos ou “desconhecidos” passaram a se expressar mais ativamente na internet para pessoas que não necessariamente são próximas ou amigas, já que o conteúdo dessas redes – dependendo das configurações do usuário – pode ficar visível a quem tiver interesse.
No caso de figuras públicas, Twitter, Facebook e Instagram fortaleceram o relacionamento com o público – na internet chamados de ‘seguidores’. Os artistas, principalmente, passaram a utilizar as ferramentas para se comunicar com os fãs de forma direta. Deixando claro sua opinião sobre diversos temas e assumindo ou desmentindo boatos.
No Carnaval, a cantora Anitta usou a ferramenta Stories, do Instagram, para esclarecer e abafar as fofocas sobre o beijo em Neymar.
Em seguida, Marquezine e Ruy Barbosa se posicionaram no Twitter sobre suposta rixa.
E, recentemente, a jornalista Mariana Ferrão jogou na roda os motivos de deixar a Rede Globo.
Tudo isso, como se conversassem com amigos e família.

Nesta semana, a Mais Influente conversou com a psicóloga Gisela Monteiro, do canal Falatório com Gisela, sobre estas “janelas da vida privada” que são as redes sociais. Confira:

Como funciona essa “aproximação” pelas redes sociais?
As mídias sociais permitem esse contato direto. Mas são diferentes entre si. No Instagram, por exemplo, a tendência é de que o grupo de seguidores seja formado por fãs e admiradores. Aí fica mais fácil. Você já fala para quem gosta de você. É diferente de postar um vídeo no YouTube, por exemplo, quem fica lá rodando e rodando, sugerindo para quem está navegando na plataforma… Mesmo que o internauta não conheça aquela pessoa, ela pode clicar e assistir. O Instagram já acaba sendo um grupo mais específico. Até por isso, a chance de te elogiarem e apoiarem ali é maior. Então você fica mais à vontade para se abrir.

Isso é bom, não é?
Por um lado é bom, sim. Os “famosos” tem um canal direto com o público deles, que querem saber suas notícias…

Mas pode ser ruim também?
Pode, bastante. Quando fazem alguma bobagem. Como por exemplo políticos que não tem noção do que publicar em suas redes sociais e acabam sendo muito polêmicos.

Como equilibrar as postagens?
Para quem é bastante visado e tem muitos seguidores, o público acaba se tornando eclético em alguns aspectos. Assim, fica difícil agradar a todos. Quando a coisa vai bem, é tudo muito lindo, legal. Mas você pode acabar instaurando um padrão alto de exigência. E aí, no primeiro deslize, pode ter um mal feedback.

Já podemos dizer que sabemos “controlar” as redes sociais?
Se você pensar na história da humanidade, as redes estão aí há pouquíssimo tempo. Coisa de 15 minutos. Ainda estamos aprendendo, engatinhando, no modo de usar. O avanço da tecnologia é bom, mas a gente tem de ver os dois lados.

Dá para prever um futuro?
É tudo especulação… Mas pode ser que um dia haja um retrocesso, não sei. Que as pessoas sintam que invade muito a privacidade e deixem um pouco de usar. Os famosos, principalmente, acho que deveriam se preservar mais. Quando estão por cima, expõem. Tomam um ‘pé’, somem das redes. Eu, como psicóloga, acho mais saudável a preservação da intimidade.

saiba antes via instagram @amaisinfluente