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Âncora antes dos 20 anos, Dudu Camargo desafia tradições da profissão

No Entretenimento desde muito novo, Dudu Camargo agora conquistou espaço no telejornalismo. Cria de Silvio Santos no SBT, o jovem de apenas 20 anos se encontra à frente do matutino Primeiro Impacto.

À Mais Mais Mais, Dudu falou sobre prós e contras da carreira e aprendizados até aqui.

  1. Em que momento você diria que começou efetivamente tua carreira? O que aconteceu?

Comecei aos 9 anos, com minha mãe me incentivando. Num dia, passeando no shopping com minha vó, uma olheira (de agência) nos abordou, convidando para participar de um concurso. Participei e ganhei. Lá, estavam produtores de TV como jurados, depois disso começaram os convites para trabalhos em TV. Quando assinei com o SBT, senti que estava fazendo uma carreira, porque já estava pagando minhas contas com tudo que eu fazia.

  1. De comerciais e atuação, você migrou para o Entretenimento já com um pé no Jornalismo. Como foi essa mudança?

Desde muito novo, sempre fui apaixonado por televisão. Imagine um garoto que via tudo… muitas horas de TV. Desde novo, entendi como era o mecanismo televisivo. E eu tinha certeza que iria trabalhar na TV. Dos meus 14 anos em diante, comecei a fazer muitos cursos ligados a rádio, TV, teatro, cinema, dublagem, oratória e locução. Como já atuava no mercado, fui me identificando com apresentação. O mais curioso é que eu sentia um prazer enorme em informar, foi aí que eu percebi que gostaria de trabalhar com jornalismo e entretenimento.

  1. Você concorda que gerou algumas polêmicas? Comente uns casos.

Sim, concordo, porem é preciso dizer que nem todas foram ou são verdadeiras. Algumas foram ocasionadas propositalmente, porque fazem parte do showbusiness. Outras foram fakes, que não temos como controlar. Dentre todas, a que mais se destacou foi o fato de um jovem de apenas 18 anos assumir um telejornal. Quebrando paradigmas, mostrando que havia um modo diferente de levar informação de forma leve, descontraída e com pitadas de humor.  E como tudo que é diferente causa impacto, eu fui o “Primeiro Impacto” (risos).

  1. Agora, estabelecido no Jornalismo, de que forma você mudou a postura?

Como apresentador, a mudança veio com a prática constante, incansavelmente estudando e observando onde preciso melhorar. Sempre costumo dizer que é possível nos tornarmos tudo que quisermos, e a excelência vem com dedicação e prática.  Entendo perfeitamente o quão importante é a minha imagem, apenas não quero descaracterizar minha personalidade. Eu, Dudu Camargo, sou alegre, descontraído e do bem.

  1. Como é sua rotina de trabalho/estudos?

Bem puxada (risos). Por apresentar um programa diário e ao vivo (às 6h da manhã), levanto todos os dias de madrugada. Vou para o SBT, tomo café em meu camarim, vejo o roteiro do programa, se preciso dou algumas dicas para mudanças… O programa acaba às 8h30. Saio da emissora por volta das 10h para algum curso que eu esteja fazendo. Se tenho compromissos com presença, publicidade, palestras e etc., os executo e vou para casa dormir. Quando não tenho, vou direto para casa, durmo até umas 18 horas, janto, respondo e-mails, resolvo assuntos com meu empresário, vejo TV e volto a dormir.

  1. Hoje você está na faculdade de Jornalismo?

O que faço é mais que Jornalismo. Eu que penso várias coisas do programa, como estratégia de audiência, comportamento e a interpretação da notícia, além da informação por si só. Muitas vezes, opino diretamente na direção do programa. Tenho ótima relação com meu diretor, José Occhiuso, que me deixa à vontade para isso. Tenho meu registro profissional pelo MTB, na função de jornalista.

  1. Acha necessário fazer faculdade hoje em dia? Ou Jornalismo se aprende com a vida?

Meu conselho a todos é que estudem sempre muito, mas não só um assunto. Com tanta informação disponível, já percebemos que os métodos de ensino estão ficando ultrapassados.  Se desejam tornar-se profissionais completo, precisam se preparar. Ter a mente aberta para o novo, novas realidades e informações. Quando nos fechamos em uma coisa só, nos limitamos em nos desenvolver como pessoa e profissionais.

  1. Como você se sente tão novo em meio a outros veteranos da profissão?

Usando o ditado que diz “O tempo é o senhor da razão”, com todo meu empenho e dedicação, tenho mostrado com resultados que vim para ficar. E todos aqueles que me criticaram no começo (veteranos), me parabenizam nos dia de hoje. Então, me sinto acolhido e grato por aqueles que me antecederam.

  1. Quais são suas aspirações futuras?

Todos queremos sempre alcançar vôos maiores.  Esta é a regra da vida. Progredir sempre em todos os sentidos. Sou inquieto, produtivo e quero experimentar todos os meus potenciais. Com todas estas mudanças no modo de comunicação, quero atingir diversos públicos com meu trabalho, seja na TV, internet ou rádio. Meu canal em plataformas digitais é uma meta. Estou lançando a Caravana do Dudu, um show com participação de diversos artistas nacionais e objetivo de destacar os talentos regionais. Também tenho uma loja online de produtos e outras coisas que não posso divulgar no momento.

  1. Isso inclui cantar?

Olha… Eu não descarto nada. Gravei recentemente algumas músicas que pretendo divulgar bastante. A primeira, Dancinha do Dudu, é uma alusão ao fato de as vezes eu encerrar o programa dançando. Os compositores Frank e Jaque enviaram a letra. Eu e meu agente gostamos e contratamos um dos melhores produtores musicais do país, o DJ Cuca, responsável por produzir nomes como Kelly Key, Kid Abelha, Latino, Luiza Possi, Cidade Negra, Lulu Santos, Seu Jorge, Celine Dion, Shakira, Shaggy, Laura Pausine, Light House Family entre outros. E tem outra para o público infantil. Nada apelativo, e nada que o próprio Silvio Santos não tenha feito. Afinal me inspiro nele!

  1. Você viveu um momento constrangedor ao lado de Silvio Santos e Maisa. Como se sentiu? E hoje, já consegue conversar com eles sobre o assunto?

Eu não vejo como constrangedor. Na hora eu entendi o que o Silvio estava fazendo: uma situação provocada que faz parte do show. Eu, Dudu, agi profissionalmente, dentro do que pede o show. A Maísa levou para o lado pessoal. Sobre esta história, pude conversar com o Silvio pessoalmente, e rimos muito. Agora, sobre a Maísa, não há encontro. Nossos horários na emissora são diferentes. Logo teremos a chance de estarmos  juntos novamente e isso tudo finda de vez, afinal eu a respeito profundamente como pessoa e como profissional.

  1. Você se incomoda com o que sai na mídia a seu respeito?

De forma alguma. Quando entrei neste universo, eu entendi perfeitamente qual seria o preço. Acho estranho alguém querer tanto a notoriedade, e depois se esconder (risos). Na minha cabeça é muito claro. O que sai é sobre o Dudu Camargo artista, ele provoca tudo isso e se diverte. Já o meu lado Eduardo Ferreira, poucos conhecem.

saiba antes via instagram @amaisinfluente