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Ingrid Conte, estreando na TV

Depois de participações em novelas, como “A força do querer” e “Rock story”, na Globo, Ingrid Conte está no elenco de ‘Topíssima’, a próxima trama da Record, na pele de Elizabeth, uma mineira estudante de comunicação bastante romântica.

Formada pela CAL, a carioca também estudou teatro no Equador, na Escuela El Arte del Actor. Ingrid Conte já trabalhou em 5 montagens teatrais profissionais e no filme “O filho do Homem”, com direção de Alexandre Machafer, onde deu vida a Maria Madalena.

Na internet, atriz já atuou em episódios do cana de humor “Parafernalha’ e na série ‘Anos Radicais”, do Canal Cesgranrio.O que te motivou a entrar na carreira artística? Desde pequena, sempre tive vontade! Assistia TV, filmes e sonhava em um dia fazer aquilo também! Mas era engraçado, porque eu era uma criança muito tímida, a ponto de andar de cabeça baixa na rua por não conseguir falar com as pessoas (risos). Mas ainda assim, tinha algo que me puxava, que fazia com que eu me desafiasse…”. Lembro que aos 4 anos, toda semana eu pedia pro meu padrinho me levar num karaokê pra cantar. Eu cantava a música da Xuxa, paradinha, olhando pro chão, que nem uma estátua, mas cantava! Falava que era pra poder ganhar o sorvete no final, mas mentira, era pra subir no palco mesmo! (risos)

Como foi o início? Teve apoio da família? Aos 11 anos, pedi meus pais me matricularem numa aula de Teatro. Fiz teatro amador por muito tempo, ainda na adolescência e fui entendendo o que era a profissão. Tenho muito a agradecer aos meus pais, que embarcavam em cada aventura minha na época. Eu fazia parte de uma companhia de teatro na adolescência e eles iam atrás de mim pra qualquer lugar, praticamente sabiam todas as falas das peças de tanto assistir. Aos 19 anos, depois de não aguentar os infinitos “nãos” em testes, passei por um período em que tentei fugir disso tudo. Comecei algumas, pra não dizer muitas (risos), faculdades, bem perdida do que queria: História, Cinema, Turismo, Educação Física, Estatística e por fim, me formei em Ciências Atuariais, na UFRJ. Após 1 ano formada, contratada numa empresa, mas me sentindo muito desencaixada na vida, decidi que precisava seguir a minha paixão. Conversei novamente com meus pais. Eles ficaram com medo, afinal eu estava trocando uma profissão mais estável com planejamento de carreira, por uma vida sem garantias. Mas eles me apoiaram porque sabiam que era isso que me fazia feliz! Então pedi demissão e voltei a estudar Teatro, de forma profissional, agora! Me formei pela Casa das Artes das Laranjeiras em 2013 e de lá pra cá, tenho trabalhado com pessoas incríveis na área, que sempre me ajudaram a crescer profissionalmente e como ser humano. Tenho muito orgulho da minha historia profissional!O que você acha mais desafiador? Pessoalmente, o maior desafio da profissão é lidar com a instabilidade e segurar a ansiedade. É estar num trabalho sabendo que ele vai acabar e muitas vezes ainda não ter outro! Mas de forma geral, no dia a dia, por mais que todos leiam livros, vejam filmes e novela, escutem músicas e se preencham de arte, ainda temos o desafio constante de provar que ela não é algo banal.

O que mais te inspira na profissão? Nós, atores, somos contadores de historias. Nosso trabalho é brincar com o lúdico das pessoas. Todo mundo sabe que aquilo é mentira, mas todos se envolvem nessa “brincadeira”! E isso é mágico e inspirador, porque transmitimos mensagens e plantamos sementinhas de reflexão. É muito gratificante pensar que um personagem pode influenciar na vida de alguém, seja levando momentos de leveza e alegria após um dia cansativo de trabalho, ou ainda, num grau mais profundo, fazendo o público refletir sobre as próprias questões.

Onde você busca inspirações para dar vida a seus personagens? Sempre busco filmes que tenham a ver com o universo do personagem! Cinema, pra mim, é o meu maior catálogo de referências. Além disso, gosto muito de construir meus personagens a partir de um signo, ir traçando características dele. Elisabete, por exemplo, é Câncer com ascendente em Peixes.Você faz novelas e fez séries. O que você mais gostou? Já fiz algumas séries, mas novela, essa é a primeira. Então só posso responder essa pergunta daqui a algum tempo (risos). Mas atualmente estou encantada com a possibilidade de viver um personagem por um tempo maior, sem saber exatamente onde vai dar. É muito empolgante quando você recebe um capítulo novo e aí descobre algo que vai acontecer com seu personagem! Você vive constantemente com um friozinho na barriga!

Fale um pouco sobre sua nova personagem: Elisabete é uma mineirinha, tímida, romântica e fofa. Estudante do terceiro ano de comunicação da Universidade Alencar e moradora da República Nó em Pingo d’água, junto com outros estudantes. Ela é tão apaixonada por Vitor, interpretado pelo ator Vitor Novello, que não percebe o quanto ele é mau caráter. Ela é uma pessoa do bem, generosa, preocupada com os amigos, que não admite injustiças e sempre acredita no melhor das pessoas. Acredita na redenção e que todas as pessoas merecem uma segunda chance.  Acho importante a novela abordar esses valores, afinal vivemos uma época de grande intolerância e impaciência com o próximo! E é muito bom saber que existem muitas pessoas assim no mundo, que ainda enxergam que o ser humano é bom em sua essência.

Até hoje, qual foi o papel que você mais gostou de viver? Cada personagem é o grande amor da nossa vida naquele momento! Rs… Você se apaixona e quer viver o resto dos seus dias com ele, mas um dia acaba! Atualmente estou num caso de amor extremo com Elisabete, mas se for falar de personagens antigos, eu amei fazer a Laís, na série Anos Radicais. Laís era um hippie, que lia auras e tinha uma habilidade incrível de deixar o tempo resolver as coisas na sua vida! (risos). Ela era uma lição e tanto pra minha ansiedade!Quem é a sua maior referência no mundo artístico? Nossa, tenho diversas referencias de atrizes consagradas que sempre me inspiram. Amo o trabalho da Fernanda Torres, da Marjorie Estiano, Juliane Moore, Anne Hathaway. Posso abrir uma lista aqui!  E além desses grandes artistas reconhecidos que admiro, também levo como referencia pra minha vida, amigos que arregaçam as mangas e fazem acontecer, que idealizam e realizam seus próprios projetos, no teatro, na internet, etc. Tenho muito orgulho de todos os artistas que não desistem da profissão, apesar de todas as dificuldades existentes!!!!

 O que a arte significa para você? A possibilidade de sentir empatia, de se colocar no lugar do outro! A arte te faz refletir, te faz questionar, te faz pensar fora da caixa!

Para você, como é viver de arte no Brasil? É desafiador, é matar um leão por dia! A arte está longe de ser valorizada como deveria. De um lado, muitas pessoas ainda não conseguem entender a importância da arte na transformação de uma sociedade. E de outro, muitas pessoas, tanto entendem, que dificultam o incentivo a ela!PING PONG
Nome completo: Ingrid Conte Pacheco
Idade: 33
Signo: Leão (com ascendente em Peixes)
Um filme: Brilho eterno de uma mente sem lembranças / La la land (porque tem tudo a ver com a minha historia)
Um música: Odara (Caetano Veloso)
Viagem dos sonhos: Um mochilão pela Europa
Maior conquista: Fazer minha primeira novela!
Se pudesse escolher seu próximo personagem, qual seria: uma vilã
Um defeito: controladora
Uma qualidade: amorosa
Defina-se em uma palavra: Obstinação

saiba antes via instagram @amaisinfluente