3.4 // SAÚDE 

Conheça as inflamações mais comuns no sistema digestivo

Diverticulite, gastrite e esofagite estão entre elas; Especialista explica os sintomas e tratamentos

Você já sentiu incômodos após as refeições, teve vômitos, enjoos, intestino “desregulado” e até febre? Se a resposta for sim, fique alerta, podem ser sinais de inflamações no sistema digestivo.

Segundo o Dr. Rodrigo Surjan, cirurgião do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, 50% dos casos de inflamações na região são desencadeadas por fatores emocionais e psicológicos atrelados à maus hábitos alimentares.

Essa conexão acontece, pela ligação entre o sistema nervoso central e o digestivo, especialmente no intestino, onde também estão localizados neurônios especializados para viabilizar a digestão de maneira autônoma às demais atividades do corpo. “Você não para de fazer suas atividades porque está digerindo um alimento. Essa complexidade de atuação do organismo é possível, entre outros fatores, pela sofisticação estrutural da região“, afirma o Dr. Rodrigo Surjan.

O sistema gastroenterológico é responsável por todo o fluxo de alimentos dentro do nosso organismo, da boca ao ânus. Para entender quais as doenças mais comuns dos órgãos que o compõem, o especialista listou alguns incômodos comuns nos pacientes e algumas das possíveis causas.

Pancreatite: As inflamações no pâncreas – glândula localizada atrás do estômago que produz o suco pancreático e outras substâncias como a insulina – podem se tornar crônicas, se não identificadas precocemente e tratadas. Entre os métodos para evitar o problema causado pelas inflamações no pâncreas estão: evitar o consumo de álcool, adotar hábitos saudáveis com alimentação e exercícios físicos e manter o acompanhamento médico.


Esofagite: Inflamação no esôfago, tubo que liga a boca ao estômago. Os sintomas mais comuns são dificuldade para engolir, dor no peito, náuseas, vômito, dor abdominal, tosse e perda de apetite. Em alguns casos, os pacientes também percebem que o alimentos ingeridos ficam presos no esôfago, não completando o caminho até o estômago. Segundo o doutor, o tratamento está diretamente ligado a mudanças de hábitos alimentares, mas também ao entendimento das estruturas que compõem o esôfago, como a musculatura e a válvula que separa o órgão do estômago.


Gastrite: é uma irritação na mucosa (camada interna) do estômago. A doença desenvolve-se principalmente quando há o uso de medicamentos em excesso, bebida alcoólica, cigarro ou situações de estresse recorrentes. A doença pode causar dor, desconforto, azia, má digestão e até enjoo. O tratamento inclui a redução de alimentos irritativos como frituras, condimentos, embutidos, derivados de leite, além de se evitar o álcool e o tabagismo. “Algumas pessoas tomam leite para aliviar os sintomas da gastrite, mas o consumo deve ser controlado, pois ele estimula a produção de ácido gástrico, o que poderá intensificar a dor“, explica o médico.

Diverticulite: o processo inflamatório acontece na parede do intestino. Ela é caracterizada, principalmente, pela inflamação de “bolsas” salientes chamadas de divertículos que muitas pessoas possuem. Uma dieta pobre em fibras pode contribuir para o desenvolvimento da doença ou ativar recidivas. O tratamento inclui uma mudança de estilo de vida mas, dependendo da gravidade, pode exigir indicação cirúrgica.

A alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares é o segredo para manter o sistema digestivo saudável. “Ter uma dieta equilibrada e manter uma regularidade ao praticar exercícios, fazem com que o metabolismo funcione mais rápido, tornando o organismo mais resistente a doenças”, conclui.

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