3.4 // SAÚDE 

Psoríase: Dermatologistas explicam sobre sintomas e tratamento

A psoríase é uma doença da pele relativamente comum. É um quadro crônico e cíclico, pois os sintomas desaparecem e reaparecem.  Com recentes relatos de celebridades na mídia, muitos pacientes procuram clínicas dermatológicas para esclarecer o que é e quais sintomas da doença. 

“A psoríase é uma doença inflamatória crônica, imunomediada, de base genética, que afeta 1 a 2% da população mundial. Homens e mulheres são igualmente afetados e a maioria dos pacientes desenvolve a doença antes dos 40 anos. Caracteriza-se pela inflamação e proliferação exagerada dos queratinócitos ( células da pele), provocando lesões avermelhadas e descamativas na pele e couro cabeludo. O local de envolvimento mais frequente é o couro cabeludo ( acima de 80% dos casos). Também pode atingir unhas, palmas e plantas, além das articulações, provocando artrite”, afirma a dermatologista Dra. Flavia Basílio, de Curitiba ( PR).  

“A sua causa é desconhecida.  Acredita-se estar relacionada ao sistema imunológico. Os sintomas podem diferir de paciente para paciente.  Podem surgir manchas vermelhas, brancas ou escuras, a pele pode ficar rachada e até mesmo sangrar, há coceira, queimação e até dor”, explica a dermatologista Dra. Mônica Fialho, sócia diretora da clínica Barraskin no Rio de Janeiro.  

Histórico familiar, situações de estresse, uso excessivo de álcool e tabaco podem deflagrar os ciclos da doença.  “Cada tipo e gravidade de psoríase podem responder melhor a um tipo diferente de tratamento – e isso varia muito de paciente para paciente. O tratamento é essencial para o paciente ter uma qualidade de vida satisfatória”, explica Dra. Mônica .  

Dra. Flavia Basílio alerta que a doença pode se agravar de acordo com o clima: “a psoríase é influenciada por fatores climáticos, sendo mais comum em regiões de clima temperado do que nas tropicais. A exposição solar é comprovadamente indicada para o tratamento da psoríase. Entretanto, se for excessiva pode se tornar um fator desencadeante  ou agravante da doença”.

Iniciar o tratamento o mais cedo possível é fundamental. “Nos casos leves, recomendamos hidratar sempre a pele, aplicar medicamentos prescritos por dermatologista apenas na região das lesões e ter uma exposição diária ao sol em horários indicados e durante um tempo adequado e seguros para o paciente. Em casos moderados da doença recomendamos o tratamento com exposição à luz ultravioleta A (PUVA)  ou ultravioleta B (banda estreita) em cabines. Essa modalidade terapêutica utiliza combinação de medicamentos que aumentam a sensibilidade da pele à luz, os psoralenos (P), com a luz ultravioleta A (UVA), geralmente em uma câmara emissora da luz. A sessão da Puvaterapia demora poucos minutos e a dose de UVA é aumentada gradualmente, dependendo do tipo de pele e da resposta individual de cada paciente à terapia.  Já em casos graves, é necessário iniciar tratamentos com medicação via oral ou injetável, detalha Dra. Mônica Fialho.  

Em qualquer circunstância o paciente deve se consultar com um dermatologista. “Buscar orientação médica no início do processo minimiza muito o quadro.  É um alerta: o tratamento nunca deve ser interrompido”, conclui Dra. Mônica Fialho.  

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