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Ela faz e acontece com muito bom humor. Conheça a história de Cíntia Chagas

Por Marcelo Bragança

Dentro do atual cenário que o planeta vive, inspirar-se com bons exemplos, é tudo de bom!

Na Mais Mais Mais deste domingo (28), você vai conhecer a história da professora e autora de best seller Cíntia Chagas. Uma verdadeira diva do mundo da língua portuguesa e que nunca deixou de acreditar nos seus ideais – Dentre eles, passar conhecimento sobre o português de um jeito nada tradicional, no melhor estilo stand-up comedy!

Leia o bate-papo virtual que nós tivemos com ela. No final, confira uma dica muito importante.

Cíntia, você foi demitida de 10 instituições de ensino por ter tentado, de modo divertido, ensinar a língua portuguesa usando a contação de casos da própria vida! Como você encarava cada uma delas? Teve algum momento que você pensou, inclusive, em desistir?

Desistir nunca foi uma opção para mim. Desde o início da faculdade, eu sabia qual era a minha missão: democratizar o ensino da língua portuguesa, por meio do riso. E não devemos desistir das nossas missões, não é mesmo? 

Até você chegar onde está hoje, demorou quanto tempo? Aliás, tempo é dinheiro ou nada melhor do que deixar fluir? Ainda assim, o foco é importante, certo?

Dou aula há 17 anos, mas o reconhecimento nacional ocorreu há 5 anos. Tempo é, sim, dinheiro. Na verdade, o tempo é valioso. Não o devemos gastar com bobagens. 

Você percebeu que o seu método era poderoso e começou a empregá-lo nas redes sociais. Tem até selo de verificação no Instagram e é bem conhecida nacionalmente. O processo de adaptação de uma professora que tinha os alunos presencialmente, para também passar a dar dicas nas redes, com dinâmica totalmente diferente do que é habitual na sala de aula, foi difícil? Como você se preparou para tal?

Parece um clichê, mas esse processo aconteceu naturalmente. A minha aula sempre pareceu um stand-up comedy. Então eu só passei para o virtual aquilo que eu já fazia na vida real. 

Mediante ao seu sucesso, foi procurada pela editora Harper Collins e lançou o livro “Sou péssimo em português”, uma publicação que se tornou best seller ainda no período de pré-venda, antes mesmo de chegar às livrarias! Qual o sentimento que você classifica mediante a ter números tão expressivos como estes?

Eu senti, na época, esperança e satisfação. Esperança de que o brasileiro engaje na leitura e satisfação por ver uma das minhas loucas ideias (um livro autobiográfico em que se ensina português) dar certo. 

Você está vivendo um novo momento em sua vida, após seu casamento com o psicanalista Luiz Fernando Garcia. Atualmente, mora em São Paulo e dedica-se ao lançamento do seu novo livro, a comédia romântica “Um relacionamento sem erros (de português)”. Fala sobre o seu romance e ainda dá mais de 100 lições de gramática. Conte para a Mais Mais Mais sobre como foi o processo de criação da obra e, porque, ela pode se tornar um grande sucesso, assim como o seu livro anterior?

Eu escrevo de modo catártico, sem autocensura e com muito sentimento. Então o processo se torna emotivo e fascinante. Ambos os livros foram escritos em aproximadamente 20 dias. No “Um relacionamento sem erros (de português)”, a leitora encontrará uma história de amor com a qual haverá uma grade identificação. Eu acabei tocando no consciente e no inconsciente feminino: sexo no primeiro encontro, o limite entre ser uma esposa dedicada e uma esposa submissa, ciúme, medo de perder, medo de ficar sozinha, casamento… E tudo isso com mais de 100 lições de português.  

Você também colabora para outros veículos de comunicação, já foi em diversos programas de alcance nacional e internacional. Acredito que, além da sua audiência em outras mídias, muitos internautas também devam lhe escrever, inspirados na sua trajetória profissional, no seu jeito irreverente de explicar. É muita emoção?

Sim, é. Mas, ao mesmo tempo, não simpatizo muito com a ideia de ser uma total influência na vida das pessoas. Por exemplo, eu nunca deixei me classificarem como “influenciadora digital”. Se eu assumir esse papel, automaticamente perderei a possibilidade de errar, de discordar do senso comum, de ser eu mesma. 

Estamos passando por um momento muito sensível no mundo todo. Para a Cíntia, criativa como é, e que inclusive, faz palestras dentro do mundo corporativo, quais providências está tomando para que este momento, seja, pelo menos, um pouco mais leve?  

Procuro ver ou ler noticiários apenas uma vez ao dia. No restante, eu crio e tento me divertir, na medida do possível.  

Além de todos os cuidados com a saúde que devemos tornar neste período, quais são as dicas que dá para que pessoas que, infelizmente, perderam os seus empregos, possam virar o jogo durante a pandemia?

Vou ter de usar outro clichê: devemos retirar a letra S da palavra CRISE. Crie! Reinvente-se! Coloque a cabeça para funcionar e não perca tempo com lamúrias. É isso.

saiba antes via instagram @amaisinfluente