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Psicóloga diz, é normal e até esperado que a quarentena esfrie a vida íntima do casal

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Em meio à quarentena pela pandemia de COVID-19, muita gente imagina que quem está em isolamento na companhia do parceiro ou cônjuge está aproveitando para investir na vida íntima – mas isso não é necessariamente real. Segundo psicóloga, é natural que esta fase faça o casal transar menos, algo que é compreensível dada a tensão do momento.

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Quarentena pode esfriar vida sexual

Durante este período de isolamento, muitas pessoas têm sentido falta de estar perto do namorado ou da namorada, mas quem está confinado com a pessoa com quem se relaciona pode não estar em um cenário tão satisfatório quanto a que se imagina. Isso porque, devido ao fato de que a situação é séria e gera não só preocupações como mudanças na rotina, é natural que os casais se estranhem.

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Segundo a psicóloga Livia Marques, um dos motivos para que este estranhamento aconteça é a mudança repentina no dia a dia. “As pessoas têm uma rotina diferente. Na maioria dos casos, as pessoas vão à rua, conseguem ir trabalhar, estudar, não ficam confinadas dentro de uma casa. É um momento totalmente diferente desse que a gente está vivendo”, afirma ela.

Para a especialista, é grande a diferença entre ter afazeres ao longo do dia, encontrando a família em alguns momentos, e ter de ficar em casa com as mesmas pessoas o dia inteiro – e isso pode gerar desentendimentos compreensíveis, especialmente ao se levar em conta que o momento atual gera muita ansiedade.

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“O fato de as pessoas não estarem podendo sair, estarem na tensão por algo que elas não veem, mas que sabem que está matando, adoecendo… Elas ficam irritadas. E tudo bem elas ficarem irritadas. A gente não pode cobrar que, por 24 horas, elas estejam se amando o tempo inteiro”, explica ela, ressaltando também que, neste momento, há ainda uma sobrecarga de tarefas domésticas.

Além da mudança de rotina e da repentina falta de momentos em que se está completamente só, quem tem filhos está precisando entretê-los ou cuidar deles durante um período maior e, diante da preocupação com o vírus, as faxinas também se intensificaram – algo que contribui para a irritação e que pode prejudicar inclusive a vida sexual do casal.

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“Pode ser que as pessoas se desentendam durante o dia, tenham desavenças, fiquem aborrecidas”, diz, explicando que, por isso, o fogo entre o casal pode esfriar. Apesar de não ser uma situação agradável, porém, Livia enfatiza que é tudo bastante compreensível – e que está tudo bem se irritar ou ter mais desavenças que o normal com a pessoa amada no período.

Desde o início do período da quarentena, tem sido comum ver pessoas relatando essa dificuldade nas redes sociais, ao mesmo tempo em que outras acham descabido casar-se com alguém e, depois, se sentir incomodado em passar 24 horas por dia com ela. De acordo com a psicóloga, no entanto, isso é natural e as pessoas não devem se culpar.

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“Ficar em casa, conviver com o outro, fazer home office, ter atividades para fazer em casa e ter de fazer isso o dia inteiro pensando ‘o dinheiro não vai cair’, ‘não tem trabalho’, ‘tem que olhar a criança’, ‘tem que arrumar a casa’, etc.: gente, isso é estressante! E isso durante 24 horas por dia, contando com o processo de ansiedade e insônia que muitas pessoas têm vivido…”, esclarece ela.

Violência doméstica é diferente de desentendimento – e é crime

Isso tudo, no entanto, não quer dizer que relacionamentos abusivos devem ser minimizados ou perdoados. Segundo a psicóloga, esta compreensão de que há uma maior irritabilidade não significa que casos de feminicídio e agressão à mulher sejam menos criminosos, já que há uma enorme diferença entre desentendimentos (comuns em qualquer tipo de relacionamento) e violência (seja ela física, psicológica, sexual ou qualquer outra).

Por: Vix

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