Sylvia de Castro 

A força da fé no caminho da cura

Por: Sylvia de Castro

Colaboração: Amaro Leandro

Fé e esperança, oração, pensamento positivo e manter a calma. Santos remédios na luta contra a Covid-19, pontos comuns, junto com o trabalho eficiente das equipes médicas, no relato de mulheres que se curaram do vírus.

Gloria Severiano Ribeiro – “Durante os 20 dias que precisei para me recuperar, procurei intensificar as minhas preces. Assistia a três missas diárias, porque uma só já não era suficiente. Acabei descobrindo a cerimônia das 18h no canal do Santuário de Nossa Sra. Aparecida. Fiquei emocionadíssima porque me proporcionou uma viagem ao tempo em que vinha de carro, de São Paulo para o Rio, com meus pais e nove irmãos para passar férias, e sempre parávamos em Aparecida para rezar. Durante a doença, além dos calafrios, também me sentia muito cansada. Eu me arrumava para aparecer bem nas videochamadas com minha mãe, para não preocupá-la. Encontrava forças e esperanças nas orações. Durante a minha recuperação procurei não assistir à TV para não me abalar. Só fiz questão de acompanhar a primeira live de Roberto Carlos, que me deixou muito emocionada e me fez muito bem. Eu sou muito religiosa. Algumas pessoas me chamam de Glória do Terço. Em 35 anos de existência do grupo, é a primeira vez que não estamos fazendo as reuniões aqui em casa. Todos os anos, comemoro meu aniversário com uma missa. Este ano, a celebração foi online. Completei 65 anos e poderia ter morrido com essa doença. Se eu tive medo? Para falar a verdade, tenho mais pavor de perder alguém próximo. Mas Deus não faz nada em vão. Acredito que a Covid-19 veio para transformar o mundo em um lugar melhor; só a solidariedade e o amor vão nos ajudar a passar por tudo isso. Mais do que nunca, temos que pensar no outro, com uma oração, uma doação ou até mesmo ficando em casa. Acho falta de respeito e de responsabilidade quem não obedece a quarentena. Estou aproveitando esse tempo para repensar a vida. Será que precisamos manter aquele ritmo acelerado de antes? Agora, vou abrir mão de alguns compromissos. Temos que valorizar as pequenas coisas, transformar algo comum num momento de alegria.Temos que agradecer pela vida. É hora de nos unirmos, de rezar e pedir pelo bem de todos. Com muita fé e esperança.”

Crédito: Divulgação

Denise Brenlha – “Não sei como contraí esse vírus porque estou há quatro meses sem literalmente sair de casa. Mas minha filha veio passar uma semana comigo – ela não estava contaminada, pois tinha acabado de fazer dois testes. Pediu que fôssemos no mercado comprar vinho. Descemos cinco minutos, de máscara e luvas, compramos o vinho e voltamos. No dia seguinte, fui ao banco com ela pegar dinheiro no caixa automático. Além da máscara e da luva, levei um vidro de álcool em gel para passar no teclado; dali, fomos à padaria. Foi num desses três momentos ou no elevador… Meu tratamento foi um pouco mais complicado porque, como sou diabética, a minha glicemia subiu absurdamente, foi a 630, e entrei em coma diabética. Como vomitei muito e tive diarréia, desidratei. Não conseguia respirar. Fui direto para o Pró-Cardíaco e já cheguei desmaiada. Tive um tratamento maravilhoso. No mesmo instante em que cheguei, me colocaram no oxigênio para respirar, no soro para hidratar, e me deram várias insulinas de ação rápida para baixar minha glicose. Me levaram para fazer tomografia e constataram que a Covid tinha afetado o meu pulmão. Imediatamente, me deram injeções na barriga de anticoagulante para que eu não tivesse trombose. Eu já estava sem paladar e sem olfato. Fizeram todos os exames necessários para começarem com os antibióticos. Depois de tudo isso, entraram os antibióticos Azitromicina 500mg e Ceftriazone 2g. Também tomei Pantoprazol para o estômago. E mais os remédios de diabetes e a insulina Lantus. Devo a minha vida à equipe do hospital e, principalmente, a minha médica de diabetes, Denise Momesso, que cuidou da minha saúde minuto a minuto. As minhas forças vieram de Deus, das orações de todos meus amigos, do padre Giovane, do padre Alexandre e especialmente da minha filha, que não pode me acompanhar porque ficávamos em quartos totalmente isolados, sem contato nenhum com a família. Fiquei curada em 24 dias, mas ainda estou muito fraca, sem resistência alguma. O paladar e o olfato também ainda não voltaram. Agora, vou fazer o exame da sorologia, para saber se já tenho anticorpos para a doença. A minha maior emoção foi na saída do hospital. Estava lá toda a equipe médica, enfermeiras, faxineiras, recepcionista, motorista, todos do hospital, no corredor batendo muitas palmas, badalando sinos e com mensagens me parabenizando por ter conseguido vencer a Covid-19. É impressionante como um vírus tão pequenininho e tão fraco, que a gente mata com água e sabão, pode fazer um estrago tão grande quando entra dentro da gente. Meu conselho é um só: não saiam de casa! Esse vírus é devastador e fatal. Agradeço a Deus por ter sobrevivido e peço todos os dias para que salve todos os infectados do mundo.”

(Crédito: Divulgação)

Léa Negri – “Eu tive febre vários dias, dor no corpo, tosse, falta de apetite – fiquei quase 10 dias sem comer -, desidratei, mas graças a Deus não tive falta de ar. Fiz o tratamento em casa, aluguei oxigênio, fiz fisioterapia respiratória e usei os medicamentos prescritos. Demorei 15 dias para acabar com a Covid. Tive uma pneumonia devido ao vírus, que até hoje estou tratando. Rezei muito para ficar boa logo. A maior emoção foi quando o médico disse que não estava mais infectada. Acho que todos devem usar máscaras, lavar bem as mãos, não sair de casa, só se realmente for necessário.”

(Crédito: Divulgação)

Maria Isabel Andrade – “Apesar de estar sem sair de casa desde fevereiro, minha secretária (empregada doméstica), como vai para casa nos finais de semana, apresentou um quadro de dor na garganta, tosse seca e febre baixa. Meu marido, médico, a medicou e mandou que fosse para casa da irmã, que é enfermeira e poderia dar continuidade ao tratamento. Ela só teve perda de paladar e olfato, e mais nada. Em 10 dias estava boa. Logo em seguida fui eu, exatamente com os mesmos sintomas. Fiquei curada, meu marido também me medicou com azitromicina, xarope, vitaminas e anticoagulante, por que sou paciente de risco. Logo depois, meu marido me disse que estava ficando resfriado. Como tinha operado o coração duas vezes, e usava marca-passo, sempre é mais preocupante. Começou com febre baixa, muita prostração e dor no corpo, mas não teve dor de garganta nem tosse, só estes sintomas durante três dias. Resolvemos interná-lo, ficou 43 dias no CTI com o pulmão comprometido. Foi entubado, fez traqueostomia e não resistiu. Meu filho pegou no hospital ou no consultório. Começou com febre baixa, que passou e voltou depois de uma semana. Foi na emergência do Copa Star, onde o pai estava internado, fizeram tomografia e estava com 20% dos pulmões comprometidos. Ficou internado 10 dias. Minha neta acho que pegou com o avô. Teve dor de garganta, febre e enjoo. Foi na emergência do Copa D’Or e estava com os pulmões comprometidos. Tomou cortisona, antibiótico venoso e anticoagulante. Ficou internada 10 dias também. O conselho que dou às pessoas que sentirem algum destes sintomas é que não espere, procure um médico, pois em quatro, cinco dias, esse vírus toma conta do pulmão mesmo em pessoas jovens.”

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Leila Albuquerque – “Imagino que contraí o vírus através de um amigo, que chegando da Espanha, veio nos visitar. Meu marido teve junto comigo mas não precisou ser internado. Tratou-se em casa, tomando azitromicina por cinco dias. Manteve a calma, o alto astral, acreditando que a cada dia estaria melhor. Eu tive pneumonia viral e fiquei internada no Samaritano de Botafogo. Nos falávamos todos os dias. Reagi muito bem ao tratamento. Tomei azitromicina, plaquinol (sulfato de hidroxicloroquina), amoxilina mais clavulinato de potássio e o anticoagulante Clexane, para evitar as microtromboses que fazem parte também do quadro da infecção. Não precisei ser entubada. Meu tratamento levou 10 dias, desde a internação. Saí do hospital totalmente curada. Aconselho ao infectado pensamento positivo, ter fé sempre e interagir com amigos e parentes pelo whatsaap. Manter a calma e o alto astral é o pulo do gato. O mais importante: ao sentir os sintomas, procurar seu médico de confiança e partir para a emergência de seu hospital preferido. A emoção da cura é se ver novamente saudável e agradecer muito a Deus pela batalha vencida!”

(Crédito: Divulgação)

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