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Sylvia de Castro

Moda: Linhas do Tempo

Por: Sylvia de Castro

Colaboração: Amaro Leandro

A FashionTV – o mais importante canal de moda do mundo, presente em mais de 100 países – estreou nesta quinta programa sobre a história da moda e suas tendências atemporais. A série “Linhas do Tempo: Moda e Tendências Que Não Passam” mostra a emancipação da mulher e tendências que surgiram no passado, mas se mantém indispensáveis até hoje. Grandes nomes do mercado fashion brasileiro vão fazer releituras de looks clássicos que, além de representar os estilos adotados desde o século passado até os dias atuais, também expressam a evolução do comportamento da sociedade, principalmente em relação às mulheres.

Serão 13 episódios, com duração de 30 minutos, às quintas, às 21h, com reprises às terças e sábados, às 20h30. Em cada episódio, uma modelo posa para as lentes de fotógrafos profissionais com dois looks da peça em questão: um, com inspiração vintage, e outro, contemporâneo. Produção da FBL Criação + Produção com direção geral de Rozane Braga, roteiro de Simone Melamed e assessoria de conteúdo do Instituto Zuzu Angel, coordenado por Celina Farias e Ruth Jofilly.

No primeiro episódio, Thomaz Azulay, um dos criadores da marca carioca The Paradise, juntamente com a figurinista Mel Akerman, analisam a história do vestido longo, peça fundamental no século XX, cuja criação foi responsável por libertar as mulheres dos espartilhos e das saias cheias de camadas e armações usadas até então.

No primeiro episódio, Thomaz Azulay, um dos criadores da marca carioca The Paradise, juntamente com a figurinista Mel Akerman, analisam a história do vestido longo, peça fundamental no século XX, cuja criação foi responsável por libertar as mulheres dos espartilhos e das saias cheias de camadas e armações usadas até então.
Em seguida, a estilista e empresária Marta Macedo e a figurinista Fúlvia Costalongo analisam o estilo melindrosa, tendência criada na década de 1920, que representou um verdadeiro marco da emancipação feminina. Peças repletas de franjas e saias com barras um pouco acima do joelho definem uma mulher rebelde, que contestava os costumes sociais da época.
Dez anos depois, de maneira ainda mais chocante, os shorts formaram a tendência da época. Em análise feita por Lino Villaventura, a roupa foi feita para agradar e seduzir. Já Joanna Ribas, responsável pelos looks do episódio, conta que a peça possui um DNA esportivo, mas que é possível utilizá-la para compor visuais glamourosos.
Em 1940, época em que os tailleurs estavam em evidência, a moda deixou a mulher com aspecto militar. Tal observação foi feita pela designer de moda Glória Coelho, que defende a ideia de que a tendência acabou se tornando fundamental ao estilo feminino, pois colocou em evidência o lado masculino na mulher. 
Mas, na década seguinte, a saia godê chegou para quebrar os estigmas militares e resgatar a feminilidade. De acordo com a diretora de criação da Farm, Katia Barros, a peça valoriza a silhueta, mas os modelos contemporâneos misturam estilos, transmitindo poder ou delicadeza, dependendo de sua composição.
A minissaia traz à tona, na década de 1960, o perfil de uma mulher que não mais se sente desconfortável ao expor as pernas. Para Claudia Jatahy, VP e diretora de estilo da Animale, em destaque do sexto episódio da série, a minissaia está presente em um visual de atitude e empoderamento.
Contrapondo-se à mini, mas sem deixar de representar uma mulher que tem total domínio sobre o seu corpo, o maxi vestido domina a moda dos anos 1970. Na opinião da estilista e designer Adriana Barros, a peça representa praticidade e a liberdade do corpo, mesmo que ele esteja totalmente coberto.
a década de 1980, a tendência ‘disco’ veio à tona e com ela a calça legging. Essa moda, segundo a diretora criativa da Eva, Priscila Barcelos, surgiu quando o jazz e a dança estavam em alta.
Ainda mais extravagantes, peças com recortes inusitados e geométricos tornam-se o padrão de moda predominante nos anos 1990, presentes nas passarelas e nas ruas, influenciados pelos estilos grunge e punk. O artista visual e estilista Guto Carvalho define essa época como antimoda, afirmando que “a moda se apropriou do movimento punk”, e não o contrário.
Os quatro últimos episódios da temporada mostram os desdobramentos da moda no século XXI. A começar pelas calças cargo, peças que marcaram o ápice da moda streetwear, em que, pela primeira vez, a mulher se apropria de roupas masculinas, com sua praticidade, como vai contar Adriana Bozon, diretora de criação da Ellus. Já em 2010, a busca por um lifestyle mais saudável culminou na tendência fitness, que levou a indústria da moda a produzir roupas versáteis. Este é, inclusive, o estilo trabalhado por Patrícia Birman em sua marca, a Memo.
Oito anos depois, a moda ecológica entra em evidência, buscando atender a um mercado que demanda sustentabilidade. Neste episódio, o estilista Ronaldo Fraga comenta sobre o seu trabalho e o fato de ser pioneiro mundial no desenvolvimento de roupas com fios biodegradáveis.
Também em destaque, sem abandonar as premissas ecológicas, o estilo futurista retrata a década em que vivemos atualmente, cuja sociedade está todo tempo conectada à internet e às redes sociais. A moda une estilo e tecnologia, características presentes no trabalho de Leandro Benites, para a Ben.

Serviço: FashionTV – Canal 551 da Net; 84 da Sky e 72 da Vivo TV.

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