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Síndrome de fim de ano: psicólogo especialista em relacionamento explica o distúrbio e como lidar

Dezembro é um dos meses mais esperados para a maioria das pessoas, no entanto, devido a pandemia este final de ano não será como os outros. É comum nessa época vermos propagandas e fotos nas redes sociais, em que o amor e o espírito de felicidade predominam entre familiares e amigos o tempo todo. Porém, longe das redes nem sempre é assim.

Os sintomas estão relacionados ao período do fim de novembro até o final de janeiro. Segundo Alexander Bez, psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia, ao mesmo tempo em que essas festas de final de ano trazem sentimentos bons, também podem trazer confusões sentimentais em nossa vida, principalmente por conta do momento complicado que a humanidade vivencia atualmente.

Para o especialista, a melhor maneira de evitar esses transtornos é a compreensão. É necessário que entenda que todos estamos passando por isso juntos, a autocobrança acaba se tornando desrespeitosa consigo mesmo. Use sua energia para o que tem de bom, reconheça que você é uma pessoa especial e passará por mais essa adversidade.

Muitas pessoas esse ano não irão se encontrar com seus parentes. Isso pode afetar a saúde mental ainda mais?
Sim! Principalmente porque as principais estruturas das festas estão sendo corrompidas. No Natal, o espírito é a “união” e a “participação”, no Ano Novo, esperanças, modificações e eventuais conjecturas realizadas em uma esfera normal, não neurótica obsessiva-compulsiva, como a pandemia está causando. As separações das famílias, os distanciamentos nessas épocas são mais sentidos, trazendo uma maior conotação de tristeza. A perturbação mental que já era comum nessa época em algumas pessoas (lembrando de que essa manifestação psicológica é só nessa época, independentemente se há ou não algum transtorno envolvido), teve a sua reverberação mais exacerbada nessa pandemia com um duplo sofrimento. Porém, tentar usar a criatividade para amenizar esses sofrimentos nessa época ajuda muito. Exemplo: Participar de festas virtuais. Ter consciência de que essa época é uma época ainda de transição e de que essa nova normalidade vai se extinguir com a extinção da pandemia, pode ser veementemente auxiliadora no combate a essas manifestações de final de ano.

Infelizmente, muitas pessoas perderam seus parentes nessa pandemia e vão passar as festas sem eles, como podem ou pelo menos tentar lidar com essa perda?
Pensar com carinho nas pessoas que se foram, e que nenhuma delas tiveram culpa de nada é uma grande dica. Manter as memórias vivas e alguns outros pensamentos podem auxiliar nesse momento, como: dar um tempo a si mesmo para absorção, mas retomar as atividades diárias aos poucos, procurar preencher os tempos vazios, não esconder os sentimentos ou minimizá-los, falar sobre o que está sentindo, fazer exercícios de conscientização, preparação e aceitação pode ser muito útil. A dor é muito específica e precisa ser respeitada, principalmente pela própria pessoa, contar com a ajuda de um especialista na área da saúde mental também pode ser muito importante.

Por que ocorre essa síndrome?
A Síndrome do final do ano é composta por duas apresentações psicológicas diferenciadas, no Natal, a “depressão” (mesmo que os preparativos possam desenvolver a ansiedade pela festa) e no Ano Novo é a “ansiedade”, constituída pela veemência das conjecturas e mudanças que se não ocorrerem geram transtornos temporários, porém não severos e que vão se dissipando ao longo dos dias. Quem tem essa Síndrome terá sempre, é uma condição clínica. Por isso a importância do tratamento e do uso da criatividade.

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