Miriam Freitas

FESTIVAL RIO 2023 PREMIÈRE BRASIL: HORS CONCOURS

“Mussum, O Filmis” 

Por Silvio Guindane 

Trailer 

 

Após o Festival de Gramado, de onde saiu com seis Kikitos (incluindo melhor filme pelo júri oficial e melhor filme pelo júri popular), o novo longa-metragem de Silvio Guindane, “Mussum – O Filmis”, participa da Première Brasil na mostra Hors Concours . A obra narra a história de Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum, e vai além do papel inesquecível do humorista em “Os Trapalhões”, ao lado de Didi, Dedé e Zacarias  

Reunindo momentos menos conhecidos e explorados da vida do comediante e músico, o trailer explora a carreira musical de Mussum ao lado dos Originais do Samba, além de mostrar a relação de Mussum com a família através dos anos e reviver alguns esquetes clássicas dos “Trapalhões”.Protagonizado por Ailton Graça, o longa é baseado no livro “Mussum – uma história de Humor e Samba”, de Juliano Barreto, e tem a produção assinado por André Carreira, pela produtora Camisa Listrada, coprodução Panorama Filmes, Globo Globoplay, Telecine e RioFilme além de distribuição da Downtown Filmes. O filme chega aos cinemas no dia 2 de novembro. 

A vida do Mussum é emocionante, porque é alegre, porque ri de si mesmo, e é generosa, pois levou alegria para a casa das pessoas. Mussum é o samba, é o humor, é um representante do nosso povo em busca pela dignidade e pela felicidade. A cada cena que filmei, a cada plano, a cada escolha de como colocar a vida pulsante de “Antônio Carlos Bernarde Gomes” na tela, pensei em como este homem preto, brasileiro, de origem pobre e que chegou ao estrelato, gostaria de ser ver representado em uma cinebiografia. O resultado que nos deu foi ele, o próprio “Mussum”. Por isso, acredito que fizemos um filme divertido, emocionante e popular. Agradeço a curadoria e aos realizadores do Festival do Rio, por dar a oportunidade de apresentarmos “Mussum – o Filmes”, neste grande evento cinematográfico, que já se tornou uma tradição no calendário cultural da cidade do Rio de Janeiro. Viva o Festival do Rio! Viva Mussum!”, declara o diretor. 

Sinopse 

“Mussum: O Filmis” narra a trajetória de vida de Antônio Carlos Bernardes Gomes, indo muito além do Mussum que o grande público conhece: a infância pobre, a carreira militar, a relação com a Mangueira, o sucesso com os Originais do Samba, além de bastidores d’Os Trapalhões. 

O Mensageiro” 

Por Lúcia Murat 

Teaser 

Depois de receber uma homenagem com gala no Festival de Lima, no Peru, “O Mensageiro”, longa dirigido pela premiada diretora Lúcia Murat, terá sua estreia nacional na Première Brasil do Festival do Rio. A trama do filme se passa durante a ditadura no Brasil, em 1969, e narra a história de um soldado que aceita levar uma mensagem de uma presa política para sua família.  

Com produção da Taiga Filmes, coprodução do Canal Brasil e do Telecine, e distribuição da Imovision, “O Mensageiro” foi realizado através do Edital de Cultura de Niterói de 2020, se destacando como o único longa-metragem premiado pelo edital daquele ano. O filme também recebeu o prêmio de melhor roteiro pelo júri internacional no Festival de Guiões de 2021, em Portugal. Em 2022, foi selecionado para apoio no mercado internacional do Projeto Paradiso e, no Guadalajara Construye, levou o prêmio de pós-produção do WIP. 

Sinopse:  

Vera, presa numa fortaleza militar durante a ditadura, em 1969, conhece um soldado, Armando, que, diante da tortura, decide levar uma mensagem para a família de Vera. Assim, ele estabelece uma relação afetiva com D. Maria, mãe de Vera. Apesar dos horrores do tempo, o filme trabalha sobre a possibilidade de um diálogo entre duas pessoas solitárias e perdidas, uma senhora de alta classe média e um jovem de origem rural que veio do sul para servir o exército.Hoje, Vera, aos 70, é professora na universidade e debate com seus alunos sobre política, perdão e Hannah Arendt.  

Sem Coração” 

Por Nara Normande e Tião 

Logo após a estreia mundial, dia 5 de setembro, no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza, o longa “Sem Coração” terá sua estreia nacional na Première Brasil do Festival do Rio. Em Veneza, o filme fez parte da seleção oficial da Mostra Competitiva Orizzonti. O longa-metragem é uma coprodução Brasil-França-Itália; dirigido e escrito por Nara Normande e Tião; produzido por Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio), Justin Pechberty, Damien Megherbi (Les Valseurs), Nadia Trevisan e AlbertoFasulo (Nefertiti Film), e coproduzido e distribuído pela Vitrine Filmes. O filme foi rodado em locações no litoral de Alagoas, entre setembro e outubro de 2022 e foi finalizado no Brasil, na Itália e na França. Entre o elenco, estão Maya de Vicq (Tamara), Eduarda Samara (Sem Coração) e Alaylson (Emanuel Galego), além da participação de Maeve Jinkings (Fátima). 

Sinopse: 

Verão de 1996, litoral de Alagoas. Tamara está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Um dia, ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito. Ao longo do verão, Tamara sente uma atração crescente por essa menina misteriosa. 

“A Festa de Leo” 

Por Luciana Bezerra e Gustavo Melo 

 “A Festa do Leo”, dirigido por Luciana Bezerra e Gustavo Melo, acompanha a saga de Rita para organizar a festa de aniversário de seu filho, Léo, que completa doze anos de idade. No dia da comemoração, a mãe descobre que Dudu, pai do menino, roubou o dinheiro da festa para quitar dívidas na comunidade que podem lhe custar a vida. Rita precisa arrumar o dinheiro para salvar Dudu e realizar o sonho de comemorar o aniversário do filho.  Com uma narrativa que ressalta a força feminina, o filme produzido pela Coqueirão tem a presença da comunidade vidigalense no elenco, equipe e trilha sonora.  

Sinopse 

O filme é ambientado no Morro do Vidigal, uma das favelas mais famosas do Rio de Janeiro. Rita precisa dar para o filho Léo uma festa que significa muito para ela. Rita descobre que todo o dinheiro do evento, que vinha economizando há meses, foi roubado por Dudu, seu marido, que contraiu uma dívida perigosa com os moradores locais e precisa pagar de maneira urgente para preservar sua vida. A partir dessa desilusão, Rita, que ganha a vida trabalhando na praia, precisa correr contra o tempo e a trama se desenrola através da busca de Rita por formas de viabilizar a festa de Léo e salvar a vida do pai de seu filho. Para isso, contará com sua rede de amizade.   

 

 

“Othelo, O Grande” 

Por Lucas H. Rossi 

 O documentário “Othelo, O Grande”, do diretor Lucas H. Rossi, terá sua estreia mundial no Festival do Rio. O filme revela facetas desconhecidas do ator para o público e apresenta o artista para as novas gerações. Grande Othelo foi um dos maiores atores e comediantes do Brasil, usando seu espaço para discutir o racismo estrutural que operseguiu por oito décadas, duas ditaduras e uma centena de filmes.  

O documentário é produzido por Ailton Franco Jr. – Franco Filmes, em coprodução com Globo Filmes, Globonews, Canal Brasil, Riofilme e Baraúna Filmes, e conta com distribuição da Livres Filmes.  

Sinopse  

“Othelo, O Grande” é um documentário sobre Sebastião Bernardes de Souza Prata, o Grande Otelo, um dos maiores atores e comediantes do Brasil. Negro, órfão e neto de escravos, Otelo escapou da pobreza para forjar uma carreira que rompeu todas as barreiras imagináveis para um ator negro na primeira metade do século XX, trabalhando com cineastas como Orson Welles, Joaquim Pedro de Andrade, Werner Herzog, Julio Bressane e Nelson Pereira dos Santos, entre tantos outros. Otelo usou esse espaço para moldar sua própria narrativa e discutir o racismo institucional que o assombrou por oito décadas, duas ditaduras e mais de uma centena de filmes. 

RETRATOS  

“Nelson Pereira dos Santos – Vida de Cinema”  

por Aída Marques e Ivelise Ferreira  

Após entrar para a seleção oficial Cannes Classic do Festival de Cannes deste ano, o documentário “Nelson Pereira dos Santos – Vida de Cinema” participa da Mostra Retratos no Festival do Rio. O longa-metragem apresenta a vida e a obra do precursor do Cinema Novo, Nelson Pereira dos Santos, a partir de mais de 80 horas de gravações de arquivo, entre imagens, filmes e entrevistas do diretor. Dirigido por Aída Marques e Ivelise Ferreira, viúva do cineasta, o longa é uma coprodução da Globo Filmes, Canal Brasil e GloboNews, com distribuição da Bretz Filmes e patrocínio da Neltur.  

Sinopse 

Ao longo de seis décadas, o cinema de Nelson Pereira dos Santos projetou o Brasil aos olhos do mundo. Precursor do Cinema Novo, Chévalier de la Légion d’Honneur e Comendador des Arts e de Lettres na França, Nelson foi, mais do que um realizador, um ideólogo, um pensador do seu país. 

No Festival de Cannes, “Vidas Secas” (Prix OCIC, Prix de la Jeunesse), “Azyllo Muito Louco” e “O Amuleto de Ogum” competem pela Palma de Ouro. “Quem é Beta?”, “Como Era Gostoso o Meu Francês” e “Memórias do Cárcere” (Prêmio FIPRESCI) participaram da Quinzena dos Realizadores. “Cinema de Lágrimas”, realizado a convite do BFI, teve sua estreia em sessão comemorativa dos 100 anos do cinema. Em 2012, “A Música Segundo Tom Jobim” foi exibido em sessão-homenagem ao cineasta brasileiro. 

Aspas das diretoras AÍDA MARQUES e IVELISE FERREIRA 

“Descobrimos verdadeiras preciosidades, como as imagens inéditas do início dos anos 60, quando Nelson era jovem, além do making of de ‘Juventude’, o primeiro filme que Nelson fez” – revela Ivelise.   

As imagens praticamente inéditas das gravações de Radamés Gnattali com Tom Jobim, para o programa da TV Manchete com o mesmo título que originou o celebrado filme ‘A Música Segundo Tom Jobim’ são outro valioso achado”, completa Aída. 

GLOBO FILMES | Produtora 

Construir parcerias que viabilizam e impulsionam o audiovisual nacional para entreter, encantar e inspirar com grandes histórias brasileiras – do cinema à casa de cada um de nós. É assim que a Globo Filmes atua desde 1998. Com mais de 450 filmes no portfólio, como produtora e coprodutora, o foco é na qualidade artística e na diversidade de conteúdo, levando ao público o que há de melhor no nosso cinema: comédias, romances, infantis, dramas, aventuras e documentários. A filmografia vai de recordistas de bilheteria, como ‘Tropa de Elite 2’ e ‘Minha Mãe é uma Peça 3’ – ambos com mais de 11 milhões de espectadores – a sucessos de crítica e público como ‘2 Filhos de Francisco’, ‘Aquarius’, ‘Que Horas Ela Volta?’, ‘O Palhaço’ e ‘Carandiru’, passando por longas premiados no Brasil e no exterior, como ‘Cidade de Deus’ – com quatro indicações ao Oscar – e ‘Bacurau’, que recebeu o prêmio do Júri no Festival de Cannes. Títulos mais recentes como ‘Marighella’, ‘Turma da Mônica: Lições’ e ‘Medida Provisória’ fizeram o público voltar às salas pós-pandemia para prestigiar um cinema que fala a nossa língua. 

Por:Míriam Freitas 

Colunista Social