O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e a Rede de Acervos Afro-brasileiros divulgam o chamamento para adesões ao Guia que referencia iniciativas afro-brasileiras de todo o país. Estão convidados a participar museus, arquivos, bibliotecas, povos e comunidades tradicionais de terreiro e de matriz africana, quilombos, pontos de memória, sítios de memória e consciência, casas e pontos de cultura, coleções particulares e demais iniciativas que colecionam, salvaguardam ou manifestam bens culturais materiais e imateriais produzidos ou reconhecidos por pessoas e comunidades negras.
Criada em 2022, no âmbito do Programa Conexões Museus SP, a Rede de Acervos Afro-brasileiros é uma proposta do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em parceria com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo. O objetivo do projeto é mapear acervos que contribuem com o reconhecimento, a valorização, a preservação e a difusão de bens culturais africanos e afro-brasileiros, assim como articular e promover ações com suas iniciativas.
“O trabalho realizado pela Rede de Acervos Afro-brasileiros é inédito por reunir instituições com diferentes características, mas que se aproximam pelo que preservam. Isso é o que faz do Guia um referencial único. O desejo é que todas as iniciativas guardiãs de bens afro-brasileiros estejam registradas na publicação e, para tanto, estudamos formas de ampliar o acesso ao chamamento, contando inclusive com a colaboração das parceiras que integram a Rede”, afirma Janderson Brasil Paiva, Analista de Articulação em Rede Sênior do Programa Conexões Museus SP do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
A primeira edição do Guia, publicada em 2024, reuniu 41 iniciativas de 11 estados das cinco regiões brasileiras. Já a segunda publicação, lançada em 2026, aumentou seu alcance, contemplando 106 iniciativas de 17 estados. Apesar do avanço, o diagnóstico permanece claro: o mapeamento ainda está longe de contemplar a realidade brasileira. Portanto, para além do apoio das iniciativas que a compõem, nesta edição, a Rede de Acervos Afro-brasileiros pretende firmar parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus (ICOM Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e os Sistemas Estaduais de Museus, visando ampliar a capilaridade do chamamento e a participação de mais iniciativas presentes em todo território nacional.
“Fortalecer a Rede de Acervos Afro-brasileiros é consolidar uma política de reconhecimento e articulação nacional. O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo reafirma, com essa iniciativa, a sua vocação de ampliar a visibilidade de ações que preservam a memória negra em todo o país, especialmente nos territórios historicamente menos contemplados pelas políticas culturais”, compartilha Paulo Roberto, diretor executivo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo.
As inscrições para o Guia 2027 seguem até o dia 31 de julho, por meio do link: https://forms.gle/YsH5N7rvvUvgLf7R9.
Conheça a última edição do Guia da Rede de Acervos Afro-brasileiros: https://museuafrobrasil.org.br/wp-content/uploads/2026/02/Guia-Rede-de-acervos-2026-1.pdf
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.
