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Virar a chave… Em que momento?

Quando é que você sente que precisa virar a chave? Que precisa se reinventar e buscar novos desafios? Será que tem idade para esse momento?

Existe uma máxima que diz que tudo que chega ao limite vira ao contrário. Será que é nesse momento, quando chegamos ao limite e já não aguentamos mais a mesma rotina, o mesmo jeito de fazer as coisas é que viramos essa chave?

A partir de mim mesma, da minha virada de chave, venho procurando entender essas mulheres que sem medo de arriscar, sem medo do que vão encontrar pela frente se jogam como se estivesses pulando sem paraquedas de uma montanha que demorou muito para escalar. No meu caso, eu não pulei da montanha, mas segui um conselho e parei de nadar, boiei e deixei que a água me levasse para o outro lado do oceano até que me deparei comigo mesma e com todas as minhas dúvidas, conflitos e desejos.

Fui ao encontro da minha mais profunda natureza, achei a minha chave e virei criando a Mulher de 50 pode…, pois foi aos cinquenta anos que esse clic aconteceu. Mas não é assim com todas as mulheres, cada uma tem seu tempo e essa virada de chave pode acontecer até sem você perceber. Simplesmente você acha que mudou de ramo de atividade, ou de namorado, ou foi buscar outra forma de viver, porque deixou acontecer e não é… foi a virada de chave. É difícil perceber, por isso muitas vezes as coisas não saem como a gente imagina e ficamos procurando culpados, quando na verdade não há culpa e sim consequências pelo caminho escolhido e mesmo que o resultado não seja o esperado, se nos conectarmos com a nossa essência, podemos ter uma grata surpresa.

Diante de tudo isso, no meio da minha estrada, conheci a Cléo Santos, uma Paranaense de 42 anos, Pisciana com ascendente em Leão e lua em Áries, mãe de uma moça de 21 anos e um rapaz de 17 anos, que se coloca na vida como uma empreendedora comercial nata, ela afirma que é assim como ter caráter, você já nasce com ele.

“Cheguei a São Paulo em 1994, com a cara e com a coragem. Comecei trabalhando em empresas terceirizada para o Banco Real, na época fui galgando, comecei a fazer Direito para entrar no Banco, e quando consegui passei por todas as áreas até chegar na gerencia comercial onde fiquei por quinze anos. A maior parte da minha formação eu devo a minha estada no banco. Só que em determinado momento senti a necessidade de novos desafios, e como não suporto a inércia, saí do banco e logo me arrisquei e montei lojas de conveniência em postos de gasolina, depois me aventurei e abri lojas de roupas.”  

É disso que estou falando, dessa inquietude que muitas pessoas classificam como não estar dando certo um negócio e por isso a pessoa está sempre pulando de um lado para o outro. Só que não é. Essa é a busca pela virada de chave, pelo que a move até o momento em que chega a um lugar e ai sim, por mais árduo que seja o caminho escolhido, por mais sacrificante que pareça aos olhos dos outros, a escolha é extremamente gratificante. E é a adrenalina desse dia a dia corrido e desafiador que mantém a vida acordada.

Cléo é encantadoramente inquietante e nessa jornada, embrulhou as roupas, guardou-as e decidiu montar uma cafeteria com um salão de cabeleireiros, uma combinação intrigante que acabou por colocá-la onde está hoje.

“A medida que as coisas foram acontecendo percebi que a cafeteria e o salão estava muito parado, então resolvi fazer algo que eu dominava bem, a cozinha. Sabia que ali estaria no meu campo confortável, se faltasse alguém , se um cozinheiro não aparecesse, não ficaria na mão pois eu assumiria e é o que de fato vem acontecendo desde então. Resolvi fazer o que eu sempre soube, o que a minha mãe me ensinou, como filha de italiano, um lugar com massas artesanais. Mas queria colocar um molho e um amigo me sugeriu abrir para receber artistas, ter música. A combinação perfeita, música e boa comida. Fizemos um show de musica clássica e deu tão certo que até hoje temos esse formato, só que ampliamos os estilos musicais.”

Acredito que os encontros não são por acaso, que a vida é um eco e vamos atraindo o que emanamos para o Universo. Cléo atraí pessoas que querem virar a chave, que buscam levar sua arte seja através da música, da poesia, de um recital ou mesmo de uma performance interativa. Como ela e eu muitas mulheres estão se reinventando, desempenhando papéis diversos em sua jornada, redescobrindo-se como mulher, mãe, profissional, encontrando consigo mesma, com a sua essência e sendo donas das suas histórias.

Convido você para vir conhecer de perto a Mulher de 50 pode… que mudou o rumo da minha  vida com muito amor e humor e que na sua viagem se deparou com a Cléo que abriu seu coração e sua casa para mais esse desafio, no dia do futebol tirar a mulherada de casa para dar gargalhadas e trocar experiências.

Side Show Mulher de 50 pode…

Dia 05 de Julho as 21H00

Bistrô Esmeralda – Rua Esmeralda, 29 – Aclimação

Ingresso: R$ 20,00

Fotos: Arquivo Pessoal